quinta-feira, 11 de março de 2010

Twitteneurose

Não, a palavra não existe. Mas criei-a, assim como Evan Willians, Biz Stone e Jeff Bezosque, criaram o microblog. Lá, posto minhas idéias sobre o jornalismo esportivo, professor que sou. Converso com amigos, reencontro outros e discuto coisas. Às vezes, e não são poucas, escrevo bobagens por lá.
Mas também perco amizades. Dia destes, um ex-amigo de outro estado do Brasil, me desejou, via twitter, o inferno. Isto mesmo! “Então vai pro inferno” foi a tuitada dele, em tom agressivo. O motivo? Dei um unfollow em seu perfil. Ou, para traduzir, parei segui-lo – o cara escrevia compulsivamente sobre tudo e todos e ainda retuitava (replicava conteúdo de outras pessoas) a todo momento. Expliquei pra ele que os twitters dele me atrapalhavam, que eu precisava trabalhar, que usava o microblog como fonte de informação/discussão...nada adiantou. Tive que contentar-me em procurar o caminho do inferno, logo eu, que vivo buscando a estrada oposta – a do paraíso.
Hoje acordei disposto, alegre, com um monte de planos e trabalhos pra fazer. Ao acessar o microblog, deparei-me com uma mensagem de uma amiga: “ Estou brava com você, porque não respondeu meus twitters”. Pensei em responder dizendo a verdade, isto é, que não tive tempo, ou que não acho assim tão importante dar “bom dia” no twitter, que prefiro relações reais, enfim. Guardei-me.
Vim para o papel em branco e rabisquei isto que lêem. Continuo achando uma maravilha as novas ferramentas da interatividade digital e suas possibilidades de comunicação. Mas abomino qualquer forma de ruído que as novas mídias possam gerar. Principalmente quando não há motivo pra isso. Já temos neuroses demais com que nos preocupar.

6 comentários:

Jorge L. Campos disse...

Rodrigo, existem aplicativos com funções de seleção de conteúdo... mas um bom uso do TweetDeck (api + popular)resolve o problema. Eu costumo organizar as fontes por assunto e dispô-las em colunas no TweetDeck, oculto a coluna "All Friends" e pronto! Informação filtrada sem precisar deletar nem criar desconforto com ninguém que passa o dia twittando besteiras.

Paula disse...

Ai Rodrigo... Nossa o twitter dá enormes proporçoes mesmo... uma brincadeira vira algo real.
Desculpe não vou mais pegar no seu pé....
Nossa não sabia que ia virar tema do seu blog... mas na situação que estou qualquer coisa se torna grandioso. Mil desculpas do coração
era só uma brincadeira de amigos...
Muitas coisas ao mesmo tempo.

Maíra Viana disse...

é sempre importante refletirmos sobre as relações virtuais...vivemos a era da amizade via bytes, do amor cyber...somos mais que pessoas humanas...somos o que nossos avatares, perfis, profiles, tweets querem dizer! nem imagino o mundo daqui 50 anos...rsrs...se já está assim agora! beijos, @mairaviana!

Marcia Ceschini disse...

Rodrigo,

Eu creio que o principal é o twitteiro seguir quem e o que é do seu interesse.
Eu sigo o pessoal de comunicção e tecnologia e a troca de RT é grande entre nós. Uma pessoa que não goste do assunto, deve achar a mim e qquer um que sigo, chata. A solução é simples, como vc fez: unfollow.
O grande lance da web 2.0 e as mídias sociais é a liberdade de escolha que o internauta tem.
Legal o neologismo, Guimarães Rosa aprovaria ;D
abraços

IAQUINTA disse...

A pior coisa que tem é cobrar coisas do tipo, vc não me respondeu, vc não me ligou...

Fala sério

rodrigo viana disse...

olá, é verdade, concordo.
Quem é vc? Deixe seu email.